sábado, 5 de fevereiro de 2011

Aprenda a gostar de você



"Aprenda a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você...
A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na vida vão mudando...
A vida profissional, a monografia de final de curso, as contas a pagar...
Mas uma coisa parece estar sempre presente... A busca pela felicidade, com o amor da sua vida. 
Desde pequenas ficamos nos perguntando "quando será que vai chegar?" E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na dúvida "será que é ele?".
Como diz meu pai: "nessa idade tudo é definitivo", pelo menos a gente sempre achava que era.
Cada namorado era o novo homem da sua vida.
Fazíamos planos, escolhíamos o nome dos filhos, o lugar da lua-de-mel e, de repente...
PLAFT! Como num passe de mágica ele desaparecia, fazendo criar mais expectativas a respeito "do próximo".
Você percebe que cair na guerra quando se termina um namoro é muito natural, mas que já não dura mais de três meses.
Agora, você procura melhor e começa a ser mais seletiva.
Procura um cara formado, trabalhador, bem resolvido, inteligente, com aquele papo que a deixa sentada no bar o resto da noite.
Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue "imagem e ação" e se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando você está de short,camiseta e chinelo.
A liberdade, ficar sem compromisso, sair sem dar satisfação, já não tem o mesmo valor que tinha antes.
A gente inventa um monte de desculpas esfarrapadas, mas continuamos com a procura incessante por uma pessoa legal,que nos complete, e vice-versa.
Enquanto tivermos maquiagem e perfume, vamos à luta... E haja dinheiro para manter a presença em todos os eventos da cidade: churrasco, festinhas, boates na quinta-feira.
Sem falar na diversidade, que vai do Forró ao Beatles.
Mas o melhor dessa parte é se divertir com as amigas, rir até doer barriga, fazer aqueles passinhos bregas de antigamente e curtir o som...
Olhar para o teto, cantar bem alto aquela música que você adora.
Com o tempo, voce vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquele cara que você ama (ou acha que ama), e que não quer nada com você, definitivamente não é o homem da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você. 
No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você! "

Mário Quintana

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Dica Musical: Fuckin' Perfect - P!nk

A cantora americana de pop/rock Pink (Alecia Beth Moore) já foi uma adolescente rebelde e sentiu na pele as sérias conseqüências de assumir essa postura na sociedade; sabendo muito bem o que o bullying causa nas pessoas, a artista pegou o assunto e transformou em música. Fuckin’ Perfect é o nome do trabalho que Pink fez para retratar os atos covardes e de violência que constituem o bullying, a música foi lançada em novembro do ano passado. Para concretizar sua produção, Pink lançou recentemente o videoclipe da música (por sinal, bastante comentado). O clipe, a letra e tradução da música você confere agora aqui no Palavras Sopradas;



Letra e tradução vc confere AQUI

Efeito Ariadna: você sabe qual a diferença entre transexual e travesti?


Você sabe a diferença entre transexuais e travestis?
Travesti Flávia Naomi
Você sabe a diferença entre transexuais e travestis?
Transexual Kim Petras


A diferença entre transexual e travesti é algo complexo, mas, uma diferença básica pode ser apontada como meio de diferenciação. Uma transexual é alguém que nasceu em um corpo oposto ao seu sexo psíquico (psicológico) e passou ou deseja passar por um processo de adequação do sexo anatômico ao psíquico. Por exemplo, uma pessoa nasce com pênis e com o corpo de um menino, mas sua sexualidade, sua identidade é feminina, ou seja, ela tem um genital masculino, mas sua “cabeça”, sua identidade sexual é feminina. É importante lembrar que a cirurgia chamada geralmente de “mudança de sexo” é equivocada em determinado aspecto, pois, como foi dito, a(o) transexual possui um sexo psíquico oposto ao anatômico. Se a sexualidade é pensada como psíquica, não é correto falar de mudança de sexo, mas de adequação, ou seja, não se muda de sexo, mas há uma adequação do órgão genital ao sexo da pessoa. O termo “mudança de sexo” só se aplica em uma concepção limitada da sexualidade que a reduz ao chamado “sexo anatômico”. Após a teoria psicanalítica, fundada pelo médico alemão Freud, o conceito de sexualidade se tornou bem mais amplo que a mera anatomia. 


Deve ser esclarecido que há transexuais femininos e masculinos.


Já o termo “travesti” deve ser aplicado às pessoas cuja identificação feminina as leva à uma adequação do corpo e da aparência em geral às formas femininas. A diferença elementar entre as travestis e as transexuais é que as primeiras querem manter seu órgão genital, seu pênis, enquanto as transexuais, como foi dito anteriormente, querem adequar o genital ao sexo psíquico.


Como se pode notar a diferença não é tão simples como parece à primeira vista. Tanto as travestis como as transexuais buscam adequar sua aparência e, inclusive o corpo, a sua identidade feminina. A questão pode se dita, uma questão de grau de identificação que, em cada travesti, aparecerá de modo mais ou menos intenso. 


O termo travesti traz o inconveniente de ser associado a alguém que se traveste, ou seja, usa roupas do sexo oposto em determinados momentos, preservando sua aparência masculina na maior parte do tempo. A ser assim, é importante lembrar que a travesti não é um homem vestido de mulher, mas alguém, cuja identidade feminina o leva a ter modos e inclusive a adequar seu corpo, com exceção do órgão genital (pênis, falo, dote) à sua identidade feminina. A grande maioria das travestis fazem interferências cirúrgicas (seios, nariz, bumbum, etc) e tomam hormônio feminino para adequar seu corpo a sua identidade. Pode-se ver nisso também, algo próximo da transexualidade, uma vez que há uma identificação feminina muito expressiva que leva a travesti a modificar suas formas físicas, adequando-as à sua identidade, preservando o pênis.


Após a psicanálise, o par feminilidade/masculidade é visto como pertencendo a todos os seres humanos. A questão é de graus de identificação. Neste ponto, vale lembrar que há um mito, até hoje adotado por muitos psiquiatras e psicólogos renomados que vê a identidade sexual como algo de nascimento. Afirmam assim que a transexualidade é algo que a pessoa já nasce com ela. Ora, segundo a psicanálise, a criança ao nascer não possui “sexo”, no sentido dito neste texto (sexo psíquico). A identidade sexual passa por um processo de construção e não é trazida do nascimento. Ninguém nasce hétero, homo, ou transexual. É um equívoco sem igual atribuir algo que é constituído, formado, construído à algo que já é dado como pronto desde o nascimento. Dizer isso, é ignorar que o psiquismo é formado, surge, emerge, passa por um processo de contrução. 


É importante diferenciar também feminilidade e masculinidade de “ser homem” ou “ser mulher”. É possível ver feminilidade no homem e masculinidade em mulher, inclusive naqueles (as) cuja identidade sexual é hétero. 

Matéria do site Volúpia Models

Homossexualidade no Reino Animal


Um argumento muito utilizado por homofóbicos para criticar a homossexualidade é de que ela vai contra a natureza. Não é o que diz a Ciência, uma vez que segundo os estudiosos, a homossexualidade está presente na maioria das espécies de animais.

Ranking da homossexualidade no Reino Animal:


QUINTO LUGAR: PEIXES-MEXERICA (Etroplus maculatus)


Esse pequeno peixe laranja, original de algumas regiões da Ásia mas hoje facilmente encontrado em lojas e aquários pelo mundo, é bissexual porque não sabe diferenciar bem machos e fêmeas. Não se trata, nesse caso, portanto, exatamente de uma adaptação evolutiva, mas do um fruto de uma limitação de reconhecimento da espécie. Os dois sexos realmente são muito parecidos, e por isso aquaristas com frequência têm dificuldade para saber qual o sexo dos indivíduos que estão colocando juntos.



QUARTO LUGAR: CISNES-NEGROS (Cygnus atratus)

O cisne-negro macho, além de bastante monogâmico, é gay com frequência. Cerca de 25% deles escolhem outros machos para serem seus parceiros, e os animais ficam anos e anos juntos. Casais gays, claro, têm um problema reprodutivo sério. Por isso, membros de casais de machos têm relações com fêmeas. Mas, assim que ela põe os ovos, os dois machos colocam a coitada para correr e, cheios de amor, cuidam juntos dos ovos. Em outros casos, os animais simplesmente roubam os ninhos de casais heterossexuais e adotam os seus ovos.nOs cientistas suspeitam que, quando os dois cisnes gays somam as suas forças, conseguem defender melhor seu território, mesmo em comparação com casais héteros. Resultado disso é que, em média, "filhos" de casais gays têm mais chances de sobreviver.

TERCEIRO LUGAR: GOLFINHOS (Tursiops truncatus)

O golfinho-comum, também conhecido como golfinho-nariz-de-garrafa, ficou famoso por causa do Flipper, da série de televisão. Os telespectadores não tinham ideia, porém, das coisas que o simpático golfinho fazia quando as câmeras estavam desligadas. Isso porque, em média, esses animais mantêm o mesmo número de relações hétero e homossexuais -- a grande maioria dos indivíduos é bissexual, e alguns passam por longos períodos de exclusividade homossexual. O tal nariz de garrafa é utilizado para estimular a área genital dos colegas. Duradouras alianças têm interações homossexuais como alicerce. A amizade, portanto, é fortelecida com carícias entre diferentes machos, por exemplo.

SEGUNDO LUGAR: BISÕES AMERICANOS (Bison bison)
                                                                   
Se os outros animais fazem sexo homossexual por amizade ou carinho, os bisões americanos fazem por um motivo, digamos, mais macho: montam nos seus pares para reforçar a hierarquia. Entre eles, concluíram os cientistas, sexo anal está altamente relacionado à dominação. Os bisões-alfa, portanto, não perdoam os colegas com menos status. Um animal monta no outro com agressividade. Como eles podem chegar a dois metros de altura e quase uma tonelada, há bastante brutalidade na cena. Interações entre as fêmeas, porém, são mais raras. Outro fator que estimula o comportamento homossexual na espécie, de acordo com Bagemihl, é a falta de opção. Se o acesso às fêmeas é difícil (e elas só estão disponíveis para o acasalamento uma vez por ano), sobra para um outro macho desprevenido que estiver por perto. Com menor frequência, há casos homossexuais registrados na literatura entre bovinos domesticados, que são primos dos bisões.

PRIMEIRO LUGAR: BONOBOS (Pan paniscus)

O primeiro lugar vai para os bonobos porque esses animais levam a ideia de amor livre a sério. Exceto pelas substâncias alucinógenas e pela trilha sonora de The Who, eles fazem das terras onde vivem, na República Democrática do Congo, uma espécie de Woodstock animal -- muito pouco agressivos, os bonobos, não à toa, são conhecidos como "macacos hippies". Sexo é parte da vida dos bonobos como em nenhuma outra espécie de primatas. Eles fazem sexo para resolver conflitos, para pedir desculpas, como forma de congratulação e, claro, na maioria das vezes só por prazer mesmo. Nas palavras do grande primatologista Frans de Waal, os bonobos fazem tanto sexo que uma hora até cansa ficar observando seu comportamento. Tanto os machos quanto as fêmeas se envolvem em sexo homossexual, mas elas se destacam. Passam boa parte do dia se estimulando, e sexo oral é extremamente comum. Com um clitóris bem maior do que a das humanas, atingem o orgasmo com extrema facilidade. E não perdem uma oportunidade: "Uma fêmea pulou nos meus ombos, envolveu minha cabeça nos seus braços e tentou puxá-la para o seu clitóris. Eu não deixei", diz Vanessa Woods, cientista que trabalhou com a espécie.

Matéria da Folha de São Paulo, caderno de ciência.


Vídeo mostra casal de leões gays:

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Imperdível: entrevista de Rick Martin no FANTÁSTICO

GIAMA e poder público lançam programa de combate ao preconceito contra travestis e transexuais no Tocantins




O combate ao preconceito e a discriminação contra travestis e transexuais em Palmas ganha um novo mecanismo a partir desta sexta-feira, 28, com o lançamento do programa “Sou travesti tenho direito de ser quem sou”. O programa gerido pela Coordenadoria da Mulher, Direitos Humanos e Equidade (Comudhe) e a Secretaria Municipal de Saúde (Semus), está em conformidade com o programa de mesmo nome do Ministério da Saúde e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. O lançamento acontece às 15h, no Auditório da Secretaria Municipal de Saúde.

Entre as ações propostas pelo programa consta a criação de um Grupo de Trabalho permanente envolvendo as secretarias municipais de Saúde, Assistência Social, Educação, Juventude e da própria Comudhe para propor estudos técnicos que possam subsidiar políticas públicas em saúde – com prioridade para a prevenção e a assistência em DST/AIDS e hepatites virais -, educação e cidadania para esse seguimento populacional. Também é objetivo do programa ofertar orientação jurídica e psico-social por meio do Centro de Referência em Direitos Humanos e Combate a Homofobia de Palmas. O programa também visa também subsidiar entidades da sociedade civil que trabalham com a população LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) de Palmas.

A titular da Comudhe, Rosimar Mendes destaca que a iniciativa do programa vêm em um momento importante, à véspera do Dia Nacional de Visibilidade Trans, celebrado em todo o País no sábado, 29 de janeiro. "Com esse programa a Prefeitura de Palmas novamente inova, trazendo cidadania e direitos humanos para uma população marginalizada e potencialmente discriminada", avalia Rosimar Mendes.

O secretário Geral do GIAMA, Renilson Cruz, destaca que a prefeitura de Palmas tem sido a maior parceira nos trabalhos de promoção da cidadania LGBT e que o lançamento dessa nova campanha apenas reconvoca os militantes e LGBT em geral para o trabalho de combate ao preconceito. "Nosso trabalho deve ser diário e contínuo. Esta data serve para nos lembrar quantas travestis e transexuais são vítimas de preconceito todos os dias", desabafa o Secretário.

Essa e outras informações você encontra no blog do GIAMA.