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quarta-feira, 9 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
Divertido: saiba como paquerar um gay em inglês

O Carnaval está aí e, como sempre, milhares de turistas estrangeiros são esperados nos quatro cantos do Brasil. Só no Rio de Janeiro, por exemplo, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis prevê ocupação de 87,5% dos leitos.
Ainda segundo a entidade, os gringos são responsáveis por 67% das reservas feitas nos estabelecimentos fluminenses. É a oportunidade para se jogar naquele delicioso intercâmbio que a gente adora.
Para ajudar você a chegar junto do seu objeto de desejo sem se preocupar com a barreira do idioma, o Mix preparou uma listinha com frases chave para qualquer paquera.
What is your name? (Uat is iór neime?)
Qual seu nome?
Where are you from? (Uér are iú from?)
De onde você é?
Are you a top or a bottom? (Are iú a top or a bótom?)
Você é ativo ou passivo?
I am a top. (Ái em a top)
Sou ativo.
I am a bottom (Ái em a bótom)
Sou passivo.
I am a versatile (Ái em a versatáiou)
Sou versátil.
How big is your dick? (Rau big is iór dique?)
Qual o tamanho do seu pinto?
At your place or at mine? (Et iór pleice or et máine?)
Na sua casa ou na minha?
Do you like group sex? (Du iú laique grup sex?)
Você gosta de sexo grupal?
May I have your phone number? (Mei ai réve iór fone nâmber?)
Pode me dar seu telefone?
I would like to see you again tomorrow (Ai wuld laique tu ci iú aguên tumorrou)
Gostaria de te encontrar de novo amanhã.
Let's go to that dark corner? (Léts gol to dét dark corner?)
Vamos para aquela esquina escurinha?
Darling, I have only protected sex (Dárlin, Ái réve ônli protected sex)
Querido, eu só faço sexo protegido
Fonte: Uol
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
'O carnaval de todas as teorias', por Daniel Lélis

O carnaval é a festa popular mais teorizada do mundo. Filósofos, antropólogos, sociólogos e até matemáticos (acreditem!) há muito tempo procuram entendê-lo. Livros e mais livros se lançam na missão de traçar o que seria um perfil científico deste que é o maior e mais festejado evento brasileiro. Pois bem. Este texto, esclareço desde já, não pretende o objetivo almejado pelos teóricos. E a razão é simples: o carnaval não deve ser levado tão a sério; explicar o aquecimento global analisando as vestimentas da ala das baianas, por exemplo, é uma tolice. Sendo assim, proponho aqui uma análise bem menos pretensiosa, disposta tão somente a valorizar sem exagerar e a criticar sem menosprezar a mais importante festividade brasileira.
O carnaval é democrático, profano, simbólico, alegre e cultural. É a oportunidade em que todos se unem na buscam da diversão e do prazer; é a hora de pisar no falso moralismo e ver arte em belos seios a mostra; é o momento de expressar a criatividade, tornando qualquer bobagem numa grande e admirada bobagem; é o encontro da felicidade com o cansaço merecido e desejado; é a afirmação de uma cultura que resiste e se impõe; no carnaval é como se por alguns dias, esquecêssemos das roubalheiras dos políticos, da desigualdade social, da violência...; é como se vivêssemos no melhor dos países; no mais feliz de todos. Temos aqui o delírio mais intensamente comemorado do planeta. Que bom que, mesmo iludidos, temos a chance de sermos felizes de vez em quando. Ponto para o carnaval.
Bom. Mas o carnaval também parece ser para muitos um convite irresistível para a prática de atos irresponsáveis; é excesso admitido e louvado como um deus; é a permissividade atraente e provocante; é a contemplação do conformismo que nos nega a oportunidade de ver além das fantasias, dos blocos, dos carros alegóricos. Em outras palavras, é como se fôssemos merecedores da felicidade apenas nos festivos dias de fevereiro. No resto do ano, só nos resta à realidade; e essa, nem preciso dizer, não é lá tão encantadora. Por fim, o carnaval, infelizmente, é uma propaganda enganosa, uma vez que passamos para o mundo a ideia de que vivemos no país mais liberal do mundo. Que aqui o respeito pelas liberdades grassa sem qualquer obstáculo. Bem. Um país em que as pessoas têm medo de sair de casa ante a possibilidade de serem assaltadas, agredidas e até mortas por qualquer bobagem, não é obviamente a capital da liberdade. Um país que vê sem susto algum seus representantes enchendo de dinheiro público meias e cuecas, mas se sente horrorizado quando se depara com a possibilidade de ver a demonstração de amor entre duas pessoas do mesmo sexo, não é rigorosamente um país livre. É hipócrita.
Os méritos do carnaval não afastam as suas facetas claramente desastrosas. Eles devem, antes de tudo, ser mantidos e fortalecidos de modo a possibilitar a superação, ou ao menos a redução, das consequências negativas aqui retratadas. Mitificar o carnaval, embrulhando-o de uma seriedade inalcançável e sempre teórica, a fim de compreender tudo e todos, não ajuda em nada na consecução desse propósito. Melhor mesmo é valer-se do espírito crítico, prático e renovador que habita em cada um de nós. Este sim nos conduz ao amadurecimento que indiscutivelmente falta para lidar com a nossa maior festividade.
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