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segunda-feira, 14 de março de 2011

HORROR NO AMAZONAS: homem gay de 25 anos é torturado, morto e tem olho arrancado no estado


Um homem de 25 anos, agente de saúde do municipio de Anori (a 195 quilômetros de Manaus) com 16 mil habitantes, foi assassinado com 30 facadas e teve um dos olhos arrancados pelos assassinos que o roubaram e o mataram por ser homossexual. Marlon Neves Gomes foi ainda torturado, degolado e há indícios de violência sexual. O corpo foi encontrado em uma quadra de esportes da cidade na tarde do sábado, próximo a sua residência e a polícia já prendeu três suspeitos. Apesar do latrocínio, roubo seguido de morte, a polícia trabalha com a hipótese da orientação sexual do morto ter motivado a ação dos criminosos. Segundo informações passadas para a Lado A, os assassinos conheciam a vítima e foram identificados por uma testemunha.


Os homens suspeitos de terem cometido a barbárie tiveram que ser protegidos pela polícia pois a população queria linchar os três que mataram Marlonzinho, como era conhecida a vítima, querido por trabalhar em um posto de saúde. O terceiro suspeito foi preso em uma cidade vizinha e por questão de segurança não foi levado a Anori, que conta com um reforço de efetivo vindo para acompanhar o caso. A cidade possui apenas quatro PMs em seu efetivo e recebeu mais seis policiais esta semana. O crime chocou a cidade e gays locais se organizaram para pedir maior atenção contra a violência no município na capital, Manaus.



Segundo o cabeleireiro Jaílson Matias Bezerra, a “Charlete”, da Associação de Gays, Lésbicas e Transgêneros do município, é freqüente a homofobia na cidade e o aumento da violência em razão das drogas. Este teria sido o quarto assassinato do ano na cidade. Ele mesmo disse  já ter sido agredido por ser homossexual.

Matéria do site 'Revista Lado A'.

COMENTÁRIO:

A pergunta que fica, depois de mais essa notícia triste é: até quando o preconceito continuará matando, de forma cruel, os homossexuais brasileiros? O que falta para criminalizar esse ódio desumano, injustificado, abjeto, que vitima tantos pelo Brasil afora? A homofobia é uma vergonha nacional. Quantos mais precisarão morrer para que o Estado dê uma resposta?

Daniel Lélis

sábado, 5 de março de 2011

Capa da revista Época aborda o "amor e ódio aos gays"


Como prova de que a homossexualidade e a homofobia são temas em pauta no Brasil atual, chega às bancas nesse final de semana Revista Época que traz em sua capa os dizeres: 'Amor e ódio aos gays'. O semanário trata com prudência, realismo e honestidade a necessidade de se criminalizar a homofobia. 
Com uma bandeira do arco-íris cuja faixa vermelha sangra na capa, a revista coloca: “Amor e ódio aos gays. No carnaval, o Brasil aceita, imita e consagra os homossexuais. Por que, no resto do ano, há tanta violência contra eles?”
A resposta, ou o caminho para chegar até ela, você confere nessa edição corajosa de um dos mais famosos semanários do Brasil.
Daniel Lélis

sábado, 12 de fevereiro de 2011

SE EXPLICANDO: pela primeira vez na história, TV Globo explica porque censura beijos gays


A diretoria da Globo decidiu abrir o jogo e pela primeira vez explicou a censura da emissora às inúmeras tentativas de exibir o beijo gay.
Os esclarecimentos não foram à toa; são uma resposta à carta de Toni Reis, presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais), que no final de 2010 questionou o corte do beijo gay na minissérie Os Clandestinos (ver o vídeo do beijo cortado, aqui)

Em outro trecho, Erlanger cita a classificação indicativa determinada pelo Ministério da Justiça.“A teledramaturgia, diferentemente das questões éticas e sociais, não é o ambiente adequado para levantar bandeiras de comportamento moral no campo da sexualidade, baseada na individualidade”, afirma Luis Erlanger, diretor artístico da emissora na resposta assinada em 3 de fevereiro.

“É algo, inclusive, que substitui o poder parental, uma vez que não há a possibilidade, como no cinema, por exemplo, de os pais autorizarem a entrada de seus filhos em sessões de filmes classificados para crianças ou adolescentes mais velhos.”
O portal Terra conversou com Toni Reis, que considerou a resposta da emissora “de bom tom” e uma porta para abrir a discussão pela inclusão do beijo gay na emissora. Sobre a classificação indicativa do Ministério da Justiça, ele discorda.
“Um beijo é uma demonstração de afeto. As novelas retratam a sociedade e as pessoas têm que se acostumar com esta questão da afetividade homossexual.”
O Ministério da Justiça, em agosto de 2010 através do então secretário nacional Pedro Abramovay, afirmou que não há restrição a cenas com beijo gay em obras de dramaturgia na televisão, independente do horário de exibição.
Ao final da conversa, Toni Reis defendeu o beijo gay nas novelas como um exercício de tolerância. “É fundamental que a sociedade entenda que o afeto é normal.”
Matéria do site Dolado.
COMENTÁRIO: É importante que a TV Globo tenha se manifestado a respeito desse tema. Há muito tempo, esperam-se explicações para o corte de beijos gays da sua programação. Os argumentos usados pela diretoria da emissora, contudo, parecem longe de justificar a postura pré-histórica do maior canal do Brasil e um dos maiores do mundo. A verdade é que o beijo gay nunca foi tão esperado pelo público brasileiro. Recentemente, inclusive, um jornal britânico comentou a respeito. O título da matéria: 'Brasil inteiro espera ver beijo gay em novela' (a respeito da reportagem, clique aqui). O que me parece é que há um descompasso gigantesco entre o anseio dos telespectadores (gays ou não) e o entendimento mantido pela TV Globo. O fato é que há sim muitos que não querem por nada ver dois homens ou duas mulheres se beijando. Entretanto, há milhões de outros brasileiros que gostariam sim de ter a oportunidade de ver o afeto, a expressão do seu amor, na telinha. Outros milhões dariam tudo para ver pela primeira vez aquilo que só imaginam. Enquanto isso não acontece, precisam se contentar com o preconceito. Mostrar o beijo gay não é fazer propaganda dele, mas mostrar que ele existe e deve ser respeitado.  

Daniel Lélis 

domingo, 16 de janeiro de 2011

5 mitos derrubados sobre os gays


1 – ANIMAIS SÃO SEMPRE HETEROSSEXUAIS
Disponível na Web
Há quem conteste o homossexualidade por dizer que não é parte da natureza, já que não existem animais gays. Mentira. Animais como pinguim, golfinho, bisão, cisne, girafa e chimpanzé são apenas alguns exemplos de animais que praticam relações homossexuais.
Isso derruba outro senso comum, de que os animais só fazem sexo para reprodução. O que ainda intriga os cientistas é o motivo. As teorias mais aceitas dizem que o relacionamento de animais do mesmo sexo ajuda a fortalecer laços sociais.


2 – RELACIONAMENTOS GAYS NÃO DURAM
Geralmente, se tem essa ideia. Ou pelo menos que eles não duram tanto quanto as relações heterossexuais. Algumas teorias psicológicas afirmam que é justamente o preconceito das outras pessoas e a dificuldade de reconhecimento legal que levam os casais homossexuais a desejarem fortalecer um relacionamento.
Um estudo da Universidade de Washington acompanhou casais gays por um período de doze anos, e constatou que um a cada cinco casais romperam a relação, taxa inferior à de divórcios no mesmo período.
3- A MAIORIA DOS PEDÓFILOS SÃO GAYS
Essa é uma questão delicada, já que pedofilia é um dos poucos assuntos no mundo em que há unanimidade: ninguém defende publicamente a pedofilia. Quando se trata de traçar um perfil do pedófilo, alguns imaginam uma compulsão a desejos homossexuais. Um instituto de Psiquiatria no Canadá fez um estudo com gays para descobrir se havia alguma ligação entre as duas coisas. Os cientistas chamaram homens homo e outros heterossexuais, lhes mostraram fotos de crianças e mediram sua excitação sexual. Os homossexuais não reagiram mais fortemente à imagem de meninos do que os heteros à de meninas.
Um outro estudo, da Universidade do Colorado, analisou 269 casos de abuso infantil. 82% dos casos foram iniciativa de adultos heterossexuais, e os 18% restantes ficaram divididos entre homens gays e lésbicas. De lambuja, o estudo afirmou concluir que homossexuais tendem a resolver conflitos mais facilmente.
4 – CASAIS GAYS NÃO SÃO BONS COMO PAIS OU MÃES
Uma ideia que envolve legalidade, já que a justiça da esmagadora maioria dos países proíbe o casamento homossexual, também não se mostrou verdadeira. Muitos fazem fileiras contra o casamento gay porque não admitem a possibilidade de que eles possam formar uma família.
Estudos analisaram alguns quesitos com os filhos de casais. 90 adolescentes foram analisados, por exemplo, na escola, e a média de nota foi superior em filhos de casal homossexual. O estudo mostrou também que não há entre filhos de casal homossexual tendência nenhuma para entrar em delinquência juvenil, que ás vezes é relacionada a revoltas ou traumas de infância. A conclusão do estudo, de que não há mal nenhum em que casais gays criem filhos, foi publicada em uma revista norte-americana em fevereiro deste ano.
5 – SER GAY É UMA ESCOLHA
Esta aqui pode causar a maior surpresa: um estudo afirma que o homossexualidade não é uma escolha, é genético! Um estudo da Universidade McMaster, em Ontario (Canadá). Entenda: a pesquisa analisou gêmeos univitelinos ( gêmeos idênticos em que todos os genes são compartilhados), com gêmeos bi vitelinos (chamados de gêmeos fraternos, onde apenas 50% dos genes são iguais). Observou-se que os gêmeos idênticos estão mais propensos a ter a mesma orientação sexual – seja ela qual for – do que os gêmeos fraternos. Ou seja, na maioria dos gêmeos idênticos, se um deles é gay, o outro também o será, ou seja, está no gene.
O estudo também achou outras possíveis causas para a homossexualidade. Uma delas, curiosa, é a exposição hormonal do feto dentro do útero durante a gravidez. E há particularidades no organismo de indivíduos sexuais, tais como diferenças no sistema nervoso central. E uma surpreendente, que caracteriza os gays pelo formato da orelha!

Atenção: o conteúdo desse post foi retirado do site hypescience.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Novela 'Insensato Coração' terá boate gay luxuosa com direito a pool parties. Confira as fotos da 'Barão de Gamboa'


A próxima novela das 9 da TV Globo, 'Insensato Coração', contará com uma boate luxuosa que se chamará 'Barão de Gamboa'. O folhetim, como já destacado em outro post, será o primeiro da tv brasileira a tratar com a profundidade que o tema exige, a problemática da homofobia. 

Fotos da Boate:




Daniel Lélis

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Existem 'ex-gays'?! Ex-líder de grupo religioso que prega a 'cura' para gays diz que não e pede desculpas


Não, não existem ex-gays. O que existem são homossexuais que preferem, por razões das mais diversas, não mais vivenciar a sua sexualidade. Ninguém escolhe ser ou não gay; mas pode-se escolher expressar ou não as preferências sexuais/afetivas. Os 'ex-gays' marginalizam os seus sentimentos, optando pela mentira e pelo fingimento. Continuam homossexuais, muito embora se neguem a ver dessa maneira. 


Abaixo tem uma matéria feita pelo site Mix Brasil a respeito dessa suposta possibilidade de deixar de ser homossexual. Logo após, o PALAVRAS SOPRADAS traz o depoimento de Michael Bussee, ex-líder do grupo religioso Exodus, que prega a 'cura' da homossexualidade. Sua coragem é inspiradora. Seu testemunho de vida, engrandecedor. Acompanhe.

Daniel Lélis


QUEM SÃO OS EX-EX-GAYS?

Disponível na Web


Ex-ex-gay é um termo utilizado para denominar aquelas pessoas que, por algum tempo diziam ter conseguido a cura para sua homossexualidade através deterapias religiosas ou de outro tipo, quando se autodenominam ex-gays, mas que, numa terceira etapa, voltam novamente a assumir sua a homossexualidade, quer de forma volutária ou após revelações feitas por terceiros.
O cidadão estado-unidense Wayne Besen, que passou oito anos ocupando um cargo de liderança na organização de ex-gays, Exodus International, é um dos mais notáveis exemplos de uma pessoa ex-ex-gay.
Alan Chambers, antigo porta-voz da Exodus também veio recentemente a público afirmar que as práticas
 da organização não funcionam, tal como já tinha feito anteriormente o fundador da Exodus, Michael Bussee.
Tais terapias geralmente são oferecidas por organizações cristãs protestantes e são apresentadas não como terapia propriamente dita, mas como conselho religioso. No entanto, são consideradas ilegítimas pelos órgãos profissionais de saúde mental do Brasil, dos Estados Unidos, e de vários outros países ocidentais.
O terapeuta e professor de psicologia clínica da Universidade da Basiléia, naSuíça, Udo Rauchfleisch, afirma que a verdadeira orientação sexual da pessoa, com seus sentimentos entrelaçados, com suas fantasias eróticas e sexuais, assim como com suas preferências sociais, não permitem modificação.
Ao mesmo tempo, existe uma variedade de organizações religiosas minoritárias pertencentes ao cristianismo que praticam uma aceitação plena de pessoas homossexuais, lésbicas, bissexuais e trans em seu meio, onde a sua orientação sexual e identidade de género é declaradamente aceita e é celebrada como uma dádiva divina e onde são celebradas uniões de pessoas do mesmo sexo.


Matéria do Mix Brasil.

Depoimento de Michael Bussee, ex-líder do Exudus


Meu nome é Michael Bussee. Eu quero agradecer a você por esta oportunidade de contar minha história. Trinta anos atrás, eu ajudei a criar a EXODUS International. Hoje, eu estou aqui para me desculpar; Hoje eu sou um terapeuta conjugal e familiar, um pai, um cristão evangélico, nascido de novo — e orgulhoso de ser gay. Mas trinta anos atrás, eu não era tão orgulhoso.

De fato, eu cresci odiando meus sentimentos gays. Eu passei por xingamentos, bullying e surras. Por que motivo as outras crianças pareciam odiar-me tanto? Eu não escolhi ter esses sentimentos e queria me livrar deles. Eu queria mais do que tudo ser “normal,” adequar-me — apaixonar-me, assentar-me, ter filhos. Eu queria desesperadamente ser heterossexual. Mas como?

Com aproximadamente 12 anos, eu comecei uma busca pessoal por uma “cura” para homossexualidade. Eu tomei a decisão de embarcar no meu próprio êxodo privado — para encontrar a saída para a homossexualidade. Minha busca levou-me a Deus. Como estudante do ensino médio, eu aceitei Jesus como meu Senhor e Salvador pessoal. Essa decisão mudou a minha vida pra sempre e eu continuo sendo um evangélico comprometido até hoje.

Então, em 1974, eu encontrei o Centro Cristão Melodyland (Melodyland Christian Center) em Anaheim e comecei a trabalhar como um de seus conselheiros voluntários via telefone. De começo, eu não disse a nada sobre meus sentimentos gays a ninguém. Afinal, eu tinha que me “purificar.” Eu disse ao diretor do aconselhamento telefônico que eu era um “cristão homossexual.” Ele me disse que “não havia tal coisa.” Ele disse que se eu era um cristão de fato, então “já não era mais gay aos olhos de Deus,”

Eu precisava acreditar que era heterossexual agora – e “determinar isso.” Deus faria o milagre com o tempo. “Continue orando” - diziam eles. Se eu tivesse fé suficiente, eu finalmente “ficaria livre.” Eu queria isso mais do que tudo e sinceramente acreditei que isso se tornaria verdade.

Naquele tempo, não havia ministério para gays em nossa mega igreja, então meu amigo Jim Kaspar e eu decidimos inventar um. Em 1975, nós criamos a EXIT - em inglês a palavra significa saída, mas aqui era uma sigla para “EX-gay Intervention Team,” ou seja, Equipe de Intervenção Ex-Gay (uma espécie de Caça-Fantasmas – só que gay!) Começamos oferecendo sessões de aconselhamento individual, grupos de apoio semanal, estudos bíblicos, e reuniões de oração. Apesar de não termos nenhum treinamento formal, e só termos nos intitulado “ex-gays” havia poucos meses, tornamo-nos, de repente, “especialistas.”

Pastores e terapeutas começaram a enviar clientes para nós. Escrevíamos materiais sobre “Como Ajudar o Homossexual” e dávamos “testemunhos de nossa mudança” em conferências da igreja e em talk shows no rádio e na TV – incluindo o Club 700 do Pat Robertson. Robertson insistia em perguntar se nós achávamos que havíamos tido “demônios gays” algum dia. Ele pareceu desapontado quando respondemos que “não.”

Em 1976, descobrimos que outros como nós estavam formando pequenos ministérios de “mudança” ou “libertação” em suas áreas. Em setembro de 1976, no Melodyland Christian Center em Anaheim, o EXIT recebeu a primeira confêrencia de “ex-gays” de todos os tempos. Um punhado de líderes de ministérios junto com aproximadamente 60 delegados votaram para formar uma coalisão de ministérios. Chamamos essa coalisão de EXODUS. Pensamos que, chamados como Moisés e dirigidos por Deus, nós poderíamos conduzir muitos gays e lésbicas para a “terra prometida” da heterossexualidade.

Preciso dizer que alguns tiveram uma experiência positiva de mudança de vida frequentando nossos estudos bíblicos e grupos de apoio. Eles experimentaram o amor de Deus e o acolhimento de outros que conheciam suas lutas. Houve algumas “mudanças” reais – mas nenhuma das centenas de pessoas que nós aconselhamos se tornou heterossexual.

Ao contrário, muitos dos nossos clientes começaram a se desestruturar – afundando em culpa, ansiedade e ódio contra si mesmo. Por que eles não estavam “mudando”? As respostas dos líderes da igreja tornavam a dor ainda maior: “Você pode não ser um cristão verdadeiro.” “Você não tem fé suficiente.” “Você não está orando e lendo a Bíblia o suficiente.” “Talvez você tenha um demônio.” A mensagem sempre parecia ser: “Você não é sincero o suficiente. Você não está se esforçando o suficiente. Você não tem fé suficiente.”

Alguns simplesmente caíram fora e nunca mais se ouviu falar deles. Eu acho que esses tiveram sorte. Outros se tornaram auto-destrutivos. Um jovem se embriagou e dirigiu contra uma árvore). Um dos líderes que trabalhavam comigo me disse que havia deixado a EXODUS e estava frequentado bares heterossexuais, procurando alguém que batesse nele. Ele disse que as surras o faziam sentir-se menos culpado, fazendo expiação pelo seu pecado. Um dos meus clientes mais dedicados, Mark, pegou uma lâmina e cortou suas genitais repetidamente, e depois colocou produto limpa-ralos sobre as feridas, porque depois de meses de celibato, ele havia tido uma “queda.”

No meio de tudo isso, minha própria fé no movimento EXODUS estava desmoronando. Ninguém estava realmente se tornando “ex-gay.” A quem estávamos enganando? Como um líder atual da EXODUS admitiu, éramos apenas “cristãos com tendências homossexuais que preferiam não ter aquelas tendências.” Ao nos denominarmos como “ex-gays,” nós estávamos mentindo pra nós mesmos e para os outros. Estávamos machucando pessoas.

Em 1979, um outro pioneiro da EXODUS (Gary Cooper) e eu decidimos deixar a EXODUS — e nossas esposas. Por anos, nós dois havíamos firmemente acreditado que o processo EXODUS nos tornaria heterossexuais. Ao invés disso, percebemos que havíamos nos apaixonado um pelo outro! Saímos do armário publicamente contra a EXODUS em 1991. Nossa história apareceu no documentário “One Nation Under God” (Uma Nação Sob Deus). Gary morreu de AIDS pouco antes do filme ser concluído.

Desde então, eu continuei a ser um dos mais persistentes críticos da EXODUS – não porque eu queira “negar esperança.” Pelo contrário, eu quero afirmar que Deus ama cada pessoa, e que o amor e o perdão de Deus realmente mudam vidas. Certamente mudaram a minha. Apenas nunca me fizeram heterossexual. Eu encontrei harmonia entre minha sexualidade e minha espiritualidade — e eu tenho esperança de que outros farão o mesmo. A jornada de cada um é diferente. Meu próprio êxodo tem sido uma jornada incrível.

Perdi muitos amigos e amores para a AIDS. Já fui demitido de dois empregos apenas por ser gay. E cinco anos atrás, eu sobrevivi a um violento e absurdo crime de ódio que quase levou minha vida. Eu fui espancado e esfaqueado nas costas por membros de uma gangue que gritavam “viado”, enquanto me atacavam. Meu melhor amigo, Jeffery Owens, não teve tanta sorte. Ele foi esfaqueado cinco vezes nas costas e sangrou até a morte na mesa de cirurgia.

Apesar de tudo isso, eu me considero um sobrevivente. Eu sou um homem gay cristão evangélico feliz; relativamente bem ajustado; tenho um relacionamento amoroso comprometido com um cara maravilhoso, meu parceiro Richard; e sirvo como ancião na minha igreja presbiteriana local. Eu amo a Deus e amo a vida.

E tenho esperança. Acredito que estamos abrindo caminho; grupos como a EXODUS vão encerrar suas atividades quando as pessoas não mais pensarem que precisam renegar quem realmente são para tentarem ser o que não são.

Até lá, àquelas pessoas maravilhosas (gays, ex-gays e ex-ex-gays) que têm abençoado minha vida e enriquecido minha jornada, sou sinceramente grato. E àqueles que eu possa ter ferido através do meu envolvimento com a EXODUS, peço sinceras desculpas.

Tradução: Sergio Viula para o blog Fora do Armário.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Estudo comprova: homofóbicos podem ser gays enrustidos



Trecho retirado de um documentário em inglês:
http://www.hbo.com/docs/programs/midd...

A história dos santos gays

A história da sexualidade humana é tão antiga quanto o homem. Todos os registros de culturas antigas mostram-nos como a humanidade tratava a questão homossexual. Em todos os casos, a homossexualidade não era apenas tolerada, mas socialmente aceitável. Mas, de repente, chegaram os inventores do castigo, da culpa castrante e do pecado, e o que em princípio era costume, tornou-se algo contra a lei de Deus, ficou rotulado como monstruoso e uma longa série de adjetivos.

Conhecer a história permite-nos saber que mesmo em uma das mais homofóbicas organizações que existem hoje em dia, a Igreja Católica, nem sempre foi assim. No passado, a Igreja cristã abençoava os casais homossexuais no que era então chamado "ritos de geminação". Na Igreja Ortodoxa do Ocidente, foram encontradas provas de que esses casamentos eram comemorados tanto pelos papas ortodoxos como por padres católicos.

No início do cristianismo, a igreja teve que aceitar essas relações, para não perder adeptos. Estas relações não eram apenas toleradas, mas também há exemplos de tais parcerias entre os santos cristãos.



São Sergio e São Baco (? - 297)
Disponível na Web
Sergio de Resapha e Baco de Barbalissus, nobres romanos e militares no exército do imperador Cesar Maximiano, viviam em Coele, Síria, perto de Comana em Cappadocia (província romana), no início do século 4 dC.

Sergio foi comandante (primicerius) da escola de recrutas Arabissus, composta de bárbaros, chamada de Schola Gentilium (Escola dos Pagãos), e Bacchus era seu subalterno (secundarius), seu auxiliar direto.

Manuscritos gregos revelaram que foram abertamente homossexuais e que eram ‘erastai’ (amantes). Estes manuscritos estão em várias bibliotecas européias e indicam a atitude inicial do cristianismo em direção a homossexualidade, de forma diferente do que eles pregam hoje.

Seus nomes são invocados em cerimônias de união entre casais do mesmo sexo, casamento aceito e respeitado por direito divino e humano na Europa cristã na época em que viviam.

Convertidos ao cristianismo, Sergio e Baco não estavam presentes quando o imperador foi fazer um sacrifício a Zeus e Júpiter. Quando chamados por Maximiano que, para testar a sua lealdade, ordenou-lhes a participação nos ritos pagãos de sacrifício, Sergio e Baco se recusaram e assumiram sua fé cristã. A punição foi terrível.

Foram despidos e vestidos com roupas femininas e exibidos pelas ruas da aldeia. Flagelados com chicotadas, Bacco logo morreu (01/10/297), Sergio foi levado para Resapha (Síria) e suportou intensos sofrimentos, caminhando quilômetros com os sapatos forrados com pregos afiados e finalmente foi decapitado (07/10/297). Ambos foram enterrados nos arredores da cidade de Resapah.

Na Idade Média
Os dois foram suscitados em cerimônias para abençoar casais homossexuais.

Na Síria
Após a canonização, o Imperador Justiniano construiu, em honra de Sergio, igrejas em Constantinopla e Acre. A primeira foi transformada em mesquita e tem em seu interior raros exemplares da arte bizantina. Sergio foi nomeado patrono da Síria.

Em Roma

Existe uma igreja, construída no século VII, consagrada a Sergio e Baco. Os dois santos são representados pela arte cristã como soldados com roupas do exército e empunhando palmas de flores.

Na Igreja ortodoxa

No Monte Sinai, no Mosteiro Ortodoxo de Santa Catarina, mandado construir pela Imperatriz Helena de Bizâncio, são encontrados ícones de São Sergio e São Baco representados lado a lado, segurando, juntos, uma cruz. Em 2000, o Papa João Paulo II visitou o local.

Este ícone (a palavra vem do grego eikón e significa imagem, são sinônimo de arte sacra bizantina e estão em todas as Igrejas Ortodoxas) é do sétimo século, e está agora no museu de arte oriental e ocidental, em Kiev. É interessante ver como Cristo aparece na posição tradicional dos romanos ‘Pronubus’, por trás de Sergio e Baco.

O fato é que São Sérgio e São Baco, mártires da Igreja, viraram ícones do movimento gay, inspirando artistas. Suas imagens servem à defesa da união civil entre pessoas do mesmo sexo, cujas cerimônias são seladas com a leitura da oração dos dois santos. Eles têm até um dia, os jovens amantes são venerados na liturgia bizantina em 7 de outubro.
Atenção: o conteúdo desse post foi retirado do site da Igreja da Comunidade Metropolitana de São Paulo.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

'Porque a Bíblia me diz assim', um filme corajoso que desmonta mitos a cerca da homossexualidade



Pequena introdução do filme: Porque A Bíblia Me Diz Assim.

Sinopse: Homossexuais são bem-vindos no reino de Deus? Durante séculos, a bíblia foi usada para justificar discriminação, repressão, injustiça - a subserviência da mulher, a escravidão, a segregação. E esta tradição continua nos dias de hoje, só mudou o alvo. Alguns poucos trechos da bíblia são usados constantemente para disseminar ódio e violência contra homossexuais. Através de cinco retratos íntimos de famílias cristãs com um membro gay ou lésbico, o filme explora a maneira como religiosos conservadores tentam convencer sistematicamente os fiéis a acreditarem que a bíblia proíbe o homossexualismo. Também investiga o que a bíblia de fato fala sobre o homossexualismo conhecido nos dias de hoje.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

10 dicas de leitura para o público LGBT

Apartamento 41
Nelson Luiz de Carvalho
GLS







O Filho da Mãe
Bernardo Carvalho
Companhia das Letras





O Terceiro Travesseiro
Nelson Luiz de Carvalho
GLS





Cores Proibidas
Yukio Mishima
Companhia das Letras







Confissões de Uma Máscara
Yukio Mishima
Companhia das Letras







Tirando a Farda
Stewart Chatwick
GLS



Onde Andara Dulce Veiga?
Caio Fernando Abreu
Agir





Além do Arco-Íris
Roberto Lima Netto
Record



Amor Entre Meninas
Shirley Souza
Panda Books







Amores Cruzados
Fátima Mesquita
Malagueta














Conteúdo integral da matéria: O VENDEDOR DE LIVROS

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Conheça os personagens gays da próxima novela das 9, 'Insensato Coração'



Os atores Rodrigo Andrade, Marcos Damigo, Wendell Bendelack, Leonardo Miggiorin e Edson Fieschi interpretarão homossexuais na próxima novela das oito, Coração Insensato. O folhetim de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, tem direção de Dennis Carvalho e estréia no17 de janeiro.


Rodrigo Andrade será Eduardo, filho de Sueli (Louise Cardoso. Ele vai namorar Paula (Tainá Müller) até que se descobre gay. Sua mãe quem enfeita o quiosque onde trabalha com uma bandeira do arco-íris e transforma o local em um point de homossexuais. Leonardo Miggiorin viverá Roni Fragonard, que será um gay fashion e com trejeitos. Wendell Bendelack será Chicão, funcionário do quiosque gay de Copacabana e chegado em uma boa fofoca. Marcos Damigo interpreta Hugo Abrantes, que aparece depois de alguns capítulos. Edson Fieschi viverá um discreto advogado da empresa de Cortez (Herson Capri).


Há rumores que ao menos dois dos cinco atores que vivem os personagens sejam gays na vida real. Será que alguém vai sair do armário?

CONTEÚDO INTEGRALMENTE RETIRADO DO SITE 'REVISTA LADO A'.


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

CQC investiga homofobia no Brasil. Confira!

Inédito: próxima novela das 9 tratará da problemática da homofobia


Antes TARDE do que NUNCA!


'Insensato Coração' terá personagens gays e um homofóbico


  Na Telinha

A próxima novela das oito, "Insensato Coração", terá seis personagens gays atuando juntos. A trama contará com um point gay na Praia de Copacabana.

Tudo começa quando a dona de um quiosque coloca a bandeira do arco-íris para enfeitar a vendinha, sem saber que aquele é um dos símbolos da militância homossexual.

Um dos filhos de Sueli (Louise Cardoso), a dona do quiosque, é gay. Eduardo, papel de Rodrigo Andrade, se descobrirá homossexual. Ele terá um caso com uma mulher, Paula (Tainá Müller). Xicão (Wendel Bendelack), um dos vendedores, será gay assumido fazendo parte também do núcleo de humor da trama.

A novela contará ainda com Roni (Leonardo Miggiorin/foto), que será um gay afetado, e com o homofóbico Kleber (Cassio Gabus Mendes). Kleber manifestará preconceito contra seu próprio chefe, o advogado Álvaro (Edson Fieschi).

O ator Hugo (Marcos Damigo) e uma agente de penitenciária vivida por Cristiana Oliveira completam o núcleo de homossexuais da novela.

Escrita por Gilberto Braga e Ricardo Linhares, “Insensato Coração” tem previsão de estreia para o dia 17 de janeiro.


Link: GazetaWeb